A Lusitania dos flávios

por Carlos Fabião

Após a morte de Nero, desde o verão do ano de 68 ao inverno de 69, Roma atravessou um ano de forte instabilidade, habitualmente designado como “o ano dos quatro imperadores”. Com a extinção da dinastia Júlio-Cláudia, sem uma clara sucessão em perspectiva, o exército da Hispania proclamou Sérvio Sulpício Galba. Instalado este na Cidade Eterna, com os favores do Senado, mas sem grande popularidade, logo a guarda pretoriana apoiou a sublevação de Marco Sálvio Otão. Galba foi morto e Otão foi novo imperador efémero, porque o exército da Germania aclamou Aulio Vitélio e, na eminência da derrota militar, acabou por se suicidar. Com Vitélio em Roma, outros corpos militares aclamaram Tito Flávio Vespasiano, que logo recebeu o apoio das legiões sediadas na Judeia e no Egipto.

Agindo com cautela e habilidade, Vespasiano acabou por se apoderar do poder, inaugurando uma nova dinastia, chamada dos Flávios, que incluiu os seus dois filhos, Tito e Domiciano, que governou o Império Romano por vinte e sete anos, até ao assassinato de Domiciano.

Páginas: 1 2 3 4 5 6